Foto: Fernando Donasci/MMA
Ministério do Meio Ambiente e Embrapa apresentam plano inédito para monitorar 53 ingredientes ativos em agrotóxicos, visando fortalecer políticas públicas e proteger saúde e ambiente.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Embrapa Meio Ambiente lançaram, em 20 de fevereiro desse ano, a Estratégia de Monitoramento Ambiental de PFOS e Agrotóxicos.
Essa iniciativa conta ainda com o apoio do Ibama e visa gerar dados sistematizados sobre a contaminação ambiental causada por agrotóxicos e produtos derivados de difícil degradação no meio ambiente (PFOS), para subsidiar a criação de políticas públicas eficazes.
Assim, durante três anos, será monitorado o uso de 53 ingredientes ativos pelo país.
Na cerimônia de lançamento, em Brasília (DF), a ministra Marina Silva ressaltou a importância dessas informações ao destacar que o papel do governo é “fazer o melhor uso da tecnologia e do conhecimento para proteger o meio ambiente e a saúde da população, melhorando também a qualidade dos nossos negócios e investimentos”.
Além disso, Alderi Araújo, diretor da Embrapa, reforçou que o projeto representa um avanço para a sustentabilidade ambiental, econômica e social na produção agrícola.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, frisou que, pela primeira vez, será possível monitorar de forma sistemática numerosas substâncias registradas para uso na agropecuária nas últimas décadas, garantindo alimentos mais seguros para a população.
Já Kelli Mafor, secretária-executiva da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que a estratégia ampliará o diálogo com a sociedade civil, especialmente nas regiões mais afetadas, trazendo esperança para transformar uma realidade que causa danos à saúde e ao meio ambiente.
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A estratégia, pioneira em seu formato, possui três pilares principais:
- expansão do monitoramento do PFOS em áreas agrícolas estratégicas de Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul;
- ampliação do Programa Piloto de Monitoramento de Agrotóxicos em Recursos Hídricos, que inclui monitoramento de substâncias químicas prioritárias e aumento da base nacional de dados;
- estudo dos processos de transporte dos agrotóxicos no meio ambiente para avaliar seus impactos sobre mananciais de água.
Por fim, a iniciativa está alinhada às metas das Convenções de Estocolmo e Roterdã, reforçando o compromisso do Brasil com a gestão sustentável e o controle rigoroso do uso de agrotóxicos.
Fonte: Gov.br – Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
